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Acesso a R$ 11 bilhões dependerá de adesão de estados ao plano federal contra facções

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Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou na manhã de 12 de maio de 2026, no Palácio do Planalto, o programa Brasil contra o Crime Organizado. O pacote reserva R$ 1,06 bilhão do Orçamento de 2026 e abre linha de crédito de R$ 10 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para ter acesso aos recursos, governadores deverão formalizar adesão ao plano.

Quatro frentes de atuação

O decreto e as quatro portarias que estruturam o programa distribuem o dinheiro da seguinte forma:

  • R$ 388,9 milhões – asfixia financeira de facções;
  • R$ 330,6 milhões – reforço do sistema prisional;
  • R$ 201 milhões – aumento do índice de solução de homicídios;
  • R$ 145,2 milhões – combate ao tráfico de armas e munições.

Os R$ 10 bilhões do BNDES virão do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS). Com eles, os estados poderão comprar equipamentos de segurança, modernizar presídios e implantar tecnologias de monitoramento.

Principais medidas

  • FICCO Nacional: criação de força integrada para ações interestaduais de alta complexidade;
  • Comitês de Inteligência Financeira (Cifra): expansão para rastrear e recuperar ativos do crime organizado;
  • Segurança máxima em 138 presídios estaduais: bloqueadores de celular, scanners e protocolos padronizados;
  • Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP): articulação entre União e estados dentro das cadeias;
  • Padronização de registros criminais: troca de dados e reforço das polícias científicas para elevar a taxa de esclarecimento de homicídios, hoje em 36% segundo o governo;
  • Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Armas (Renarm): integração de órgãos de Justiça, Defesa e Fazenda para rastrear armamentos.

Cerimônia de lançamento

Além de Lula, participaram o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceu.

Durante o discurso, Lula defendeu articulação entre União, estados e Judiciário para frear facções e citou conversa recente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre cooperação internacional no tema.

O governo promete, ainda neste mês, apresentar diretrizes para o programa Celular Seguro e novas ações de combate ao feminicídio.

Com informações de Gazeta do Povo