São Paulo, 12 de maio de 2026 – A revisora e redatora Verônica Bareicha publicou, nesta terça-feira (12), uma carta aberta à primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, em sua coluna no portal Pleno.News. No texto, intitulado “Carta a Janja: Algumas dores não são ideológicas”, a autora relata a perda da própria mãe para a Covid-19 e critica a tentativa de atribuir responsabilidades individuais pela pandemia.
Bareicha afirma ter se sentido pessoalmente tocada após assistir ao discurso de Janja durante a sanção do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A colunista reconhece o impacto emocional da data, mas questiona a busca por culpados e a transformação do luto em bandeira política.
“Não dá para culpabilizar ninguém. Infelizmente, passamos por uma pandemia. Milhares de pessoas ao redor do mundo perderam entes queridos”, escreveu a autora, narrando que a própria mãe havia recebido duas doses da Coronavac quando contraiu o vírus.
No artigo, Bareicha relata ter mantido a mãe em isolamento, providenciado máscaras e tomado cuidados recomendados, mas mesmo assim enfrentou a perda familiar. Segundo ela, a experiência demonstra que “algumas dores são humanas demais para caber em discursos políticos”.
Durante o pronunciamento mencionado, Janja criticou pessoas que teriam desencorajado o uso de máscaras e a vacinação, além de difundir desinformação. Bareicha respondeu dizendo compreender a necessidade de buscar explicações, porém defendeu que a pandemia foi “uma tragédia impossível de ser controlada” globalmente.
A colunista encerrou a carta pedindo que a primeira-dama reflita sobre a origem da dor: “Sua mãe morreu por culpa de um presidente ou porque o mundo inteiro atravessou uma tragédia?”, escreveu.
Verônica Bareicha atua há mais de 20 anos como revisora, redatora e ghostwriter. Graduada em Letras, é pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio e cursa especialização em Jornalismo Digital pela FAAP.
Com informações de Pleno.News