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Embate por CPMI do Banco Master divide oposição, Centrão e governo no Congresso

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A instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master permanece travada no Congresso Nacional, mesmo após alcançar o número mínimo de assinaturas. O pedido é de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que intensificou a pressão para que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), leia o requerimento e dê início aos trabalhos.

Resistência do Centrão ganha força após operação da PF

Nos bastidores, parlamentares atribuem a demora ao receio de que uma investigação atinja lideranças do Centrão. A tensão aumentou em 7 de maio, quando a Polícia Federal cumpriu mandado de busca na residência do presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI). A PF suspeita que ele tenha recebido propina para defender projeto de interesse do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A defesa de Nogueira informou que o parlamentar está à disposição da Justiça, nega qualquer irregularidade e critica medidas baseadas em troca de mensagens.

Oposição vê ambiente favorável

Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Conselho Nacional de Justiça e a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria, a oposição avalia ter mais força para avançar com a CPMI. O líder oposicionista na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-RN), afirma que “o Congresso começa a exercer sua independência” e que a comissão só não avança por “resistência política clara”.

Base governista quer outro texto

Aliados do Planalto passaram a apoiar a investigação, mas rejeitam o requerimento de Carlos Jordy. Deputados como Fernanda Melchionna (PSOL-SP) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) apresentaram pedidos alternativos. Para a base, o texto da oposição amplia o escopo para além das suspeitas financeiras e tensiona o Supremo Tribunal Federal (STF).

Senado pressiona, mas presidência mantém pauta parada

No Senado, o líder do Novo, Eduardo Girão (Novo-CE), cobra diariamente a instalação e aponta três caminhos: CPI exclusiva do Senado, CPMI com deputados e senadores ou acionamento do STF. Já a senadora Damares Alves (PL-DF) avalia que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) vem tratando o tema e que o calendário eleitoral reduz a disposição para uma comissão formal.

Alcolumbre e o caso Amprev

Davi Alcolumbre controla a pauta e mantém a CPMI sem leitura. Ele foi citado em investigações sobre aplicação de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev) em letras financeiras do Banco Master. A assessoria do senador nega qualquer interferência nos investimentos.

Com o Congresso fragmentado e as eleições se aproximando, a CPMI do Banco Master transformou-se em peça central da disputa política de 2026, envolvendo oposição, base governista e Centrão.

Com informações de Gazeta do Povo