A Justiça Federal aceitou a queixa-crime apresentada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) contra o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff. A decisão, assinada pelo juiz federal Jorge Augusto Serra de Macedo Costa, acolhe a representação do Ministério Público Federal (MPF) que acusa o parlamentar municipal de difamação.
O caso teve início após a divulgação, em meados de 2025, de um vídeo publicado por Rousseff. No material, o vereador associava Ferreira a suposto envolvimento com o tráfico de drogas ao comentar o envio de R$ 1,5 milhão em emendas parlamentares para o município de Nova Serrana (MG). À época, o tio do deputado, Enéas Fernandes (PL), era secretário local e pré-candidato à prefeitura.
No conteúdo contestado, Rousseff também mencionava a prisão de Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes, filho de Enéas e primo de Nikolas, acusado de tráfico de drogas. Para o MPF, a combinação das declarações configurou ofensa à reputação do deputado ao insinuar “envolvimento indireto com tráfico internacional, desvio de emendas parlamentares e relações espúrias com organizações criminosas”.
Decisão judicial
Ao aceitar a denúncia, o magistrado afirmou existirem “indícios de materialidade e autoria delitiva”, suficientes para abrir a persecução penal. O processo seguirá agora para citação do réu e demais etapas previstas na legislação.
Manifestação das partes
Em nota, Nikolas Ferreira declarou que “crítica política é legítima, difamação não” e enfatizou que quem ultrapassa esse limite “responde por isso”.
Pedro Rousseff afirmou ainda não ter sido notificado da decisão. Segundo o vereador, a ação seria uma tentativa do deputado de “calar e cassar nosso mandato”. Ele acrescentou que seguirá atuando para “mostrar para o Brasil a verdade” sobre o adversário político.
A queixa-crime tramita na Justiça Federal de Minas Gerais.
Com informações de Gazeta do Povo