Brasília — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, a mascote Pilili, personagem infantil sem gênero criado para aproximar o público do sistema de votação eletrônico. A apresentação ocorreu em cerimônia que comemorou os 30 anos da implantação das urnas eletrônicas no Brasil.
O nome da mascote é uma onomatopeia do som que a urna emite quando o eleitor confirma o voto. Segundo o TSE, a ausência de gênero representa neutralidade, já que o personagem “nasceu” da inspiração em uma máquina. Pilili não tem voz, não expressa preferências partidárias e se comunica por gestos, legendas e balões de fala em animações e publicações nas redes sociais da Justiça Eleitoral.
Durante o evento, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, afirmou que a adoção das urnas eletrônicas “eliminou fraudes eleitorais, como o voto de terceiros e a manipulação de resultados”. A declaração ocorre em meio ao crescimento da desconfiança popular: pesquisa divulgada em fevereiro aponta que 43% dos entrevistados duvidam da segurança do processo eletrônico — índice duas vezes maior que o registrado nas eleições de 2022.
Implantadas pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, as urnas eletrônicas permitiram que os resultados passassem a ser proclamados poucas horas após o encerramento da votação.
Com informações de Gazeta do Povo