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Gleisi acusa Alcolumbre de agir como “líder partidário” e alerta para “inimigo dentro de casa”

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A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou duramente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após o governo Lula sofrer duas derrotas consecutivas no Congresso Nacional. Em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, Gleisi afirmou que Alcolumbre “não se portou como presidente do Congresso, mas como um líder partidário”, e advertiu que o Palácio do Planalto corre o risco de chegar à eleição com “o inimigo dentro de casa”.

Segundo a parlamentar, o comportamento do senador ficou evidente na rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e na derrubada do veto presidencial ao projeto de dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. “O governo tem de demarcar seu campo; não podemos entrar numa disputa eleitoral com alguém que trabalhe contra nós”, declarou.

Aliança com Flávio Bolsonaro

Gleisi acusou Alcolumbre de articular-se com a oposição, citando nominalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto. Questionada se o presidente do Senado se tornara um adversário, respondeu: “Se ele mantiver aliança com Flávio, obviamente não será amigo do nosso projeto”.

Derrota histórica no Senado

A recusa do nome de Jorge Messias marcou a primeira rejeição a um indicado ao STF desde 1894. Eram necessários 41 votos favoráveis, mas o advogado recebeu 34; 42 senadores votaram contra. Após a sessão, Messias afirmou ter sido alvo de “cinco meses de mentiras” e disse que o governo sabe quem conduziu a campanha contra ele.

Veto ao PL da dosimetria

No mesmo dia, o Congresso derrubou o veto do presidente Lula ao projeto que flexibiliza as penas para envolvidos nos atos de 8 de janeiro e na suposta tentativa de golpe de Estado. Para Gleisi, apoiar parlamentares que trabalham por esse resultado seria “enganar-se sobre a existência de uma aliança”.

A deputada reconheceu a importância de diálogo com partidos de centro, mas insistiu que o governo “precisa ser realista” e não sustentar politicamente quem planeja derrotá-lo nas urnas.

Com informações de Gazeta do Povo