Brasília – A Polícia Federal apura a viagem realizada em abril de 2025 por quatro parlamentares influentes a São Martinho, no Caribe, a bordo de um jatinho pertencente a um empresário do ramo de apostas, investigado pela CPI das Bets. A suspeita envolve possível conflito de interesses e a falta de fiscalização de bagagens no retorno ao Brasil.
Quem estava no voo
Entre os passageiros estavam o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI); além dos deputados federais Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Ao todo, 16 pessoas viajaram na aeronave.
Destino sob suspeita
O grupo passou aproximadamente uma semana em São Martinho, ilha apelidada de “Las Vegas do Caribe” pela concentração de cassinos e resorts de luxo. O território também é classificado pelo governo brasileiro como paraíso fiscal. A presença de parlamentares que discutem legislação sobre apostas em um local fortemente ligado ao setor gerou críticas sobre eventual comprometimento de independência.
Investigação sobre as malas
Relatório da Infraero enviado à Polícia Federal indica que cinco malas desembarcadas no Aeroporto Executivo Catarina, em São Paulo, não teriam passado pelo raio-X da Receita Federal. O inquérito foi remetido ao Supremo Tribunal Federal e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que analisa possível prática de crimes como contrabando ou prevaricação.
Relação com a CPI das Bets
O proprietário do jato integra a lista de 16 pessoas cujo indiciamento foi sugerido no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou irregularidades nas apostas on-line. Apesar da recomendação, o relatório foi rejeitado, encerrando os trabalhos sem adoção de medidas punitivas.
Até o momento, nenhum dos parlamentares detalhou a agenda cumprida no Caribe nem esclareceu o propósito da viagem.
Com informações de Gazeta do Povo