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Malafaia acusa Moraes de “perseguição política” em culto com presença de Flávio Bolsonaro

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Rio de Janeiro — O pastor Silas Malafaia afirmou neste domingo (3) ser alvo de “perseguição política” conduzida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A declaração foi feita durante um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), que contou com a participação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Malafaia citou o inquérito das fake news, aberto há sete anos, como exemplo de suposto abuso judicial. “Existe um inquérito ilegal e imoral que está aberto há sete anos. Quem comanda esse inquérito é Alexandre de Moraes, e desde então ocorre perseguição política”, afirmou o religioso ao público.

Críticas ao STF e recado a Jair Bolsonaro

Dirigindo-se diretamente a Flávio Bolsonaro, o pastor elogiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e lamentou a proibição de manter contato com ele determinada por Moraes. “Isso é covardia e maldade”, disse, pedindo que o senador transmitisse um abraço ao pai. Malafaia relatou ter aconselhado Bolsonaro em ocasiões anteriores: “Ele aceitou alguns conselhos meus, outros não, o que é normal”.

Ação por injúria a generais

O pastor tornou-se réu no STF em processo relatado por Moraes após crítica feita em manifestação na Avenida Paulista, em abril de 2025. Na ocasião, chamou generais do Alto Comando do Exército de “frouxos”, “covardes” e “omissos”. A fala motivou representação do comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR), que viu intenção de constranger e ofender os oficiais.

A PGR pediu que o caso fosse incluído no inquérito das fake news, argumento acolhido por Moraes, permitindo que o Supremo julgasse a denúncia apesar de Malafaia não possuir foro privilegiado.

“Palavrinha boba” e defesa pública

No culto, Malafaia minimizou o discurso de 2025, chamando a expressão usada contra os generais de “palavrinha boba”. Reforçou que não citou nomes específicos e, por isso, não teria cometido calúnia, injúria ou difamação. “Quando você cita diretamente o nome de uma pessoa, pode haver crime; quando fala genericamente, é opinião”, argumentou.

O processo contra o pastor será analisado pelo STF em sessão marcada para 28 de maio, quando os ministros decidirão se aceitam integralmente a denúncia por injúria e calúnia contra oficiais do Exército.

Com informações de Gazeta do Povo