Uma pesquisa do instituto Gallup registrou forte avanço na relevância atribuída à religião por homens norte-americanos de 18 a 29 anos. De acordo com o levantamento, 42% desse grupo dizem que a fé é “muito importante” em suas vidas, percentual 14 pontos maior que os 28% verificados no biênio 2022-2023.
A sondagem, realizada em 2024, analisou a centralidade da religião no cotidiano, e não apenas práticas como participação em cultos ou leitura de textos sagrados. O resultado coloca os homens jovens à frente das mulheres da mesma faixa etária: entre elas, a parcela que considera a religião muito importante recuou de 32% para 29% no mesmo intervalo.
Frequência aos cultos também sobe
O estudo aponta ainda que 40% dos homens jovens frequentam serviços religiosos ao menos uma vez por mês, maior índice para esse público desde 2012-2013 e sete pontos acima do observado em 2022-2023. Entre as mulheres jovens, o percentual é ligeiramente menor, 39%.
Identidade religiosa permanece estável
Quanto à identificação formal com alguma tradição de fé, 63% dos homens de 18 a 29 anos declararam pertencer a uma religião, proporção considerada estatisticamente estável em relação a dois anos atrás, mas superior ao ponto mais baixo recente.
Analistas veem sinal de renovação espiritual
Para David Kinnaman, CEO do Barna Group, os dados representam “a indicação mais clara de renovação espiritual nos Estados Unidos em mais de uma década”. Ele relaciona o fenômeno a uma geração marcada por incertezas que busca respostas sobre propósito, identidade e comunidade.
Em artigo para a Relevant Magazine, o ministro Russ Ewell, da Bay Area Christian Church, afirmou que muitos homens jovens relatam falta de propósito e acabam encontrando na igreja um sentido mais profundo.
Recorte partidário
A Gallup observa que o crescimento do engajamento religioso é mais acentuado entre jovens homens identificados com o Partido Republicano. A participação em cultos aumentou tanto entre homens quanto entre mulheres republicanas, enquanto o avanço entre democratas jovens foi menor, fator que pode explicar parte da alta geral.
O instituto ressalta que, embora os números reflitam tendências emergentes, a evolução será acompanhada em levantamentos futuros para verificar se o movimento se consolida.
Com informações de Folha Gospel