A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou nesta sexta-feira (24) uma nota pública desmentindo reportagem da Folha de S.Paulo que a apontava como responsável por vetar o deputado Mário Frias (PL-SP) para a candidatura ao Senado em 2026.
Segundo o jornal, a suposta intervenção de Michelle teria acirrado disputas internas do Partido Liberal (PL) em São Paulo. No comunicado, a ex-primeira-dama classificou a informação como “falsa” e afirmou nunca ter feito “esse tipo de pedido, observação ou interferência”.
Divisão interna de responsabilidades
Michelle reiterou que há um acordo no PL pelo qual a escolha de candidatos a governos estaduais cabe ao presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, enquanto as indicações ao Senado ficam a cargo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Sempre esteve muito claro para mim o acordo firmado pelo partido”, afirmou. Ela acrescentou que sua única participação ocorreu ao sugerir, em pesquisas internas, o nome da deputada Rosana Valle (PL-SP) para avaliar a viabilidade de uma candidatura feminina de direita.
Mário Frias e André do Prado
A ex-primeira-dama declarou que, no período em que fez a sugestão, os nomes de Mário Frias e do presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado (PL), ainda não estavam oficialmente em discussão. “Jamais falei nada, a favor ou contra a indicação dos dois parlamentares citados na matéria”, acrescentou.
Foco no PL Mulher
Michelle destacou que sua atuação política se concentra no incentivo a candidaturas femininas por meio do PL Mulher. Ela também mencionou questões pessoais, afirmando que está dedicada a “cuidar do meu marido e da minha filha”. A ex-primeira-dama agradeceu mensagens de apoio e pediu orações pela saúde de Jair Bolsonaro, que deve passar por procedimento médico nos próximos dias.
Após a publicação da reportagem, Mário Frias afirmou em rede social que sua missão “não é com cargo, mas com o futuro do Brasil”.
Com informações de Direita Online