Brasília — O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que a legenda está disposta a discutir a diminuição da jornada de trabalho, hoje majoritariamente feita no modelo 6×1, depois das eleições municipais deste ano.
Em entrevista ao portal Metrópoles divulgada nesta sexta-feira (24), o parlamentar sugeriu um acordo para reduzir uma hora de trabalho por dia a partir de 2027, distribuída em quatro anos, como forma de elaborar um texto alternativo aos projetos apresentados por Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG). “Podemos debater o tema sem contaminar o processo eleitoral”, afirmou, classificando as atuais propostas como “horrorosas”.
Projetos em tramitação
A deputada Erika Hilton propõe uma escala de quatro dias de trabalho seguidos por cinco de descanso. Já o texto de Reginaldo Lopes, alinhado ao que o governo federal pretende endossar, prevê cinco dias de serviço e dois de folga.
Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o relator Paulo Azi (União-BA) defendeu a criação de uma regra de transição e de uma compensação financeira, bancada pelo Estado, às empresas impactadas pela mudança.
Debate na campanha
No Palácio do Planalto, a pauta é vista como vitrine em ano eleitoral. Apesar de alertas do setor produtivo sobre possíveis efeitos no Produto Interno Bruto (PIB), parlamentares da oposição evitam rejeitar abertamente o tema, que desfruta de forte apelo popular.
Legislação atual
Hoje, a Constituição Federal garante jornada máxima de oito horas diárias e 44 horas semanais, permitindo compensações ou reduções mediante acordo ou convenção coletiva.
Com informações de Gazeta do Povo