Buenos Aires / Jerusalém, 22 de abril de 2026 – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Argentina, Javier Milei, anunciaram nesta quarta-feira (22) o documento batizado de Acordos de Isaac, iniciativa que pretende aprofundar parcerias políticas, econômicas e de segurança entre os dois países e outras nações do Hemisfério Ocidental.
Base comum judaico-cristã
Inspirado nos Acordos de Abraão, firmados em 2020 por Israel e países árabes, o novo pacto evoca a figura bíblica de Isaac para sublinhar uma “identidade civilizacional compartilhada” entre democracias que valorizam liberdade, soberania nacional e herança judaico-cristã.
Eixo de segurança
O texto prevê cooperação operacional contra organizações terroristas, com foco na contenção da influência do Irã e de suas redes logísticas na América Latina. Segundo os signatários, a união entre governos comprometidos com o Estado de Direito e políticas de mercado aberto facilita o bloqueio de financiamentos ilícitos, tráfico de armas e esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao terrorismo.
Parcerias tecnológicas e comerciais
Além da área de defesa, os Acordos de Isaac incluem planos de intercâmbio em tecnologia, agronegócio, cibersegurança, energia e comércio livre de barreiras protecionistas. Conhecido como “Startup Nation”, Israel enxerga na Argentina de Milei – que promete desregulamentar a economia e ampliar privatizações – terreno fértil para projetos em agrotecnologia, dessalinização, fintechs e proteção digital.
Atuação conjunta em fóruns internacionais
No campo diplomático, Buenos Aires e Jerusalém pretendem coordenar votos em organismos multilaterais para rebater resoluções consideradas desproporcionais contra Israel e defender a autonomia econômica e política dos estados que aderirem ao acordo. A aliança também é vista como contrapeso a coalizões progressistas que, segundo os articuladores, têm usado essas instituições para pressionar governos de centro-direita.
O documento entra em vigor imediatamente após a assinatura e está aberto à adesão de outros países das Américas que compartilhem dos mesmos princípios, informaram as chancelarias de ambos os governos.
Com informações de Pleno.News