Washington, 21 abr. 2026 – Militares dos Estados Unidos interceptaram e revistaram o petroleiro M/T Tifani, embarcação sem bandeira associada ao Irã, em águas internacionais da região Indo-Pacífica. A ação faz parte da pressão norte-americana para conter o financiamento de Teerã em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.
Em nota divulgada nesta terça-feira (21), o Departamento de Defesa informou que a operação foi conduzida “sem incidentes” dentro da área de responsabilidade do Comando Indo-Pacífico. Segundo o texto, a manobra envolveu exercício de direito de visita, interdição marítima e abordagem do navio.
“Continuaremos a executar esforços globais de aplicação da lei marítima a fim de desmantelar redes ilícitas e impedir a circulação de embarcações sancionadas que ofereçam apoio material ao Irã, onde quer que operem”, declarou o Pentágono.
Bloqueio naval e números da operação
A interceptação integra o bloqueio imposto ao litoral iraniano pelo presidente Donald Trump após o fracasso de uma rodada inicial de negociações com Teerã. O objetivo declarado é restringir as exportações de petróleo, principal fonte de receita do país persa.
De acordo com o Comando Central dos EUA, 27 navios já foram parados desde o início da medida. A operação mobiliza mais de 10 mil militares, 12 navios de guerra e cerca de 100 aeronaves posicionadas na região.
Cease-fire ameaçado
Nos últimos dias, Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo iniciado no começo de abril. O presidente afirmou que forças iranianas teriam atacado um navio francês e um cargueiro britânico. A trégua expira na noite desta quarta-feira (22), horário de Washington, e o líder norte-americano indicou ser “altamente improvável” estendê-la sem avanços nas conversas, que devem ter nova rodada no Paquistão com a presença do vice-presidente JD Vance.
Com informações de Gazeta do Povo