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Incerteza sobre 2º turno faz Bolsa de Lima cair 4,16% e dólar avançar no Peru

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A possibilidade de o ex-ministro de esquerda Roberto Sánchez disputar o segundo turno da eleição presidencial peruana provocou forte recuo nos mercados nesta quarta-feira, 15 de abril. O Índice Geral da Bolsa de Valores de Lima (BVL) fechou em queda de 4,16%, enquanto o dólar subiu de 3,39 para 3,45 sóis nas casas de câmbio, segundo o Banco Central de Reserva do Peru (BCRP).

Durante a sessão, quase todos os papéis do índice registraram perdas. Entre as maiores baixas estiveram a mineradora Atacocha, que despencou 11,76%, e a Intercorp Financial Services, com recuo de 10,44%.

Intervenção do banco central

Para conter a pressão cambial, o BCRP já havia atuado no mercado nesta semana com a injeção de 200 milhões de sóis (cerca de US$ 58 milhões). Mesmo com a escalada recente, o dólar acumula desvalorização de 9,28% frente à moeda peruana nos últimos 12 meses.

Disputa voto a voto

Com 92,9% das urnas apuradas, a conservadora Keiko Fujimori lidera a corrida presidencial com 17,1% dos votos. A segunda vaga no pleito de 7 de junho é disputada ponto a ponto: Sánchez soma 12,0%, contra 11,9% do ex-prefeito de Lima Rafael López Aliaga – diferença de cerca de 23 mil votos.

López Aliaga denuncia fraude em razão de falhas logísticas que prolongaram a votação realizada no domingo, 12, até a segunda-feira seguinte. O gerente de gestão eleitoral do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), José Samamé Blas, foi preso na segunda-feira após assumir responsabilidade pelos atrasos e renunciar ao cargo.

O procurador da Junta Nacional Eleitoral (JNE), Ronald Angulo, apresentou queixa-crime contra o diretor do Onpe, Piero Corvetto, e outros envolvidos, incluindo representantes da empresa terceirizada Galaga S.A.C.. Em ato diante da sede da JNE na noite de terça-feira, López Aliaga pediu a prisão imediata de Corvetto e a anulação do pleito, afirmando que uma “máfia” tenta favorecer rivais.

Com informações de Gazeta do Povo