Brasília — 15 de abril de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a reforma trabalhista de 2017, que extinguiu a obrigatoriedade do imposto sindical. Durante reunião com 36 entidades de trabalhadores no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (15), o chefe do Executivo afirmou que a medida teve como objetivo “asfixiar” as centrais sindicais, enquanto os empresários, segundo ele, mantiveram fontes de financiamento por meio do Sistema S.
“Tem muita gente que pensa que o movimento sindical morreu e, por isso, acabaram com o imposto sindical. Eles fizeram com vocês o que queremos fazer com o crime organizado: asfixiar a economia deles”, declarou Lula diante dos representantes classistas.
O presidente também disse que o mesmo critério não foi adotado para o setor patronal. “Os empresários não foram asfixiados, porque eles têm o Sistema S. Eles continuam fazendo o que sempre fizeram”, afirmou.
Apesar das críticas, Lula ressaltou que ninguém deve ser obrigado a contribuir financeiramente. Contudo, disse que trabalhadores que optam por não pagar o imposto “não têm direito às conquistas” negociadas pelos sindicatos.
Na prática, desde 2017 a contribuição passou a ser opcional, com desconto equivalente a um dia de salário por ano, sem incluir horas extras. Além do financiamento sindical, o encontro no Planalto tratou de outras pautas, como o fim da escala de trabalho 6×1.
Com informações de Gazeta do Povo