O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não compareceu ao interrogatório virtual marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 14 de abril. A oitiva integra a ação penal que apura a atuação do parlamentar nos Estados Unidos na suposta tentativa de interferir nas investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado.
A audiência foi conduzida por um juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes e contou apenas com a presença de um defensor público da União, designado para representar Eduardo, e de um integrante da Procuradoria-Geral da República (PGR). Diante da ausência do réu, o magistrado encerrou a sessão, destacando o caráter defensivo do ato.
Com o interrogatório frustrado, Moraes determinou que Defensoria Pública da União (DPU) e PGR informem, em até cinco dias, se pretendem solicitar novas diligências. Caso não haja pedidos, o ministro poderá abrir prazo para apresentação das alegações finais.
Réu por coação
Em novembro de 2025, a Primeira Turma do STF recebeu denúncia da PGR e tornou Eduardo réu por coação no curso do processo. A acusação sustenta que o ex-deputado articulou sanções contra autoridades brasileiras a fim de prejudicar o inquérito que investigava a suposta trama golpista, processo no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado.
Residência nos EUA e perda de mandato
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. A permanência prolongada levou, em dezembro do mesmo ano, à cassação de seu mandato pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados por excesso de faltas.
Em fevereiro de 2026, Moraes mandou intimar o ex-deputado por meio de edital. Como ele não indicou advogado particular, a DPU passou a atuar em sua defesa.
O processo agora aguarda a manifestação das partes para avançar às etapas finais no Supremo.
Com informações de Gazeta do Povo