Teerã, 14 abr. 2026 – Uma série de ataques iranianos a infraestruturas civis em países árabes e o bloqueio do Estreito de Ormuz colocaram fim ao breve período de distensão entre o Irã e seus vizinhos do Golfo, reabrindo a disputa geopolítica na região.
Como era o cenário antes da escalada
Em 2023, Irã e Arábia Saudita restabeleceram relações diplomáticas com mediação da China, acalmando décadas de rivalidade. Entre 2024 e 2025, governos árabes chegaram a defender a soberania iraniana diante de ações israelenses, num esforço regional por estabilidade.
O que mudou
Nos últimos dias, forças iranianas bombardearam aeroportos e portos no Bahrein, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Em paralelo, o regime bloqueou o Estreito de Ormuz, rota por onde escoa a maior parte do petróleo do Golfo, medida classificada pelos países afetados como “chantagem econômica”.
Reação saudita
O príncipe herdeiro Mohammad bin Salman, que conduzia a aproximação com Teerã, solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o reforço da ofensiva contra o Irã, enxergando na resposta militar uma oportunidade para “estabilizar definitivamente” o Oriente Médio, segundo relatos de assessores.
Busca por novas alianças de defesa
Diante da percepção de que a proteção norte-americana é insuficiente, governos do Golfo abriram negociações de segurança com Turquia e China. O objetivo é implantar sistemas antimísseis e antidrones capazes de conter novos ataques iranianos.
Rotas alternativas ao Estreito de Ormuz
Para reduzir a dependência do corredor controlado por Teerã, os países produtores estudam expandir gasodutos e oleodutos terrestres e até escavar um canal artificial nos Emirados Árabes, permitindo que navios contornem a área de influência iraniana.
Com as ofensivas, o Irã volta a ficar politicamente isolado no Oriente Médio, enquanto as potências regionais costuram alianças militares e econômicas para proteger a circulação de energia e conter futuras agressões.
Com informações de Gazeta do Povo