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Washington pressiona Havana em negociações sigilosas enquanto crise energética agrava insatisfação popular

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Washington, 10 de abril de 2026 – O governo Donald Trump intensificou sanções e abriu um canal de diálogo confidencial com Havana, na tentativa de forçar mudanças políticas em Cuba em meio ao pior colapso energético em décadas.

Canal Rubio-Castro conduz tratativas discretas

As conversas ocorrem por meio do chamado “canal Rubio-Castro”. De um lado está o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio; do outro, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-ditador Raúl Castro. O objetivo de Washington é conter a migração irregular e afastar a influência russa e chinesa na ilha, enquanto o regime cubano busca alívio econômico para evitar um colapso total.

Bloqueio ao combustível expõe fragilidade do regime

Os Estados Unidos impuseram um bloqueio petrolífero que agravou a falta de combustível e provocou apagões constantes, paralisando inclusive o turismo – principal fonte de divisas de Cuba. A Casa Branca utiliza essa vulnerabilidade como instrumento para exigir abertura econômica e política em troca de suprimentos básicos.

Entrada pontual de petróleo russo é liberada

Apesar da pressão, Washington autorizou recentemente a atracação de duas embarcações russas carregadas de petróleo em Cuba. Analistas classificam o gesto como humanitário e estratégico, destinado a evitar uma crise sanitária maior enquanto o governo Trump concentra atenções em outros conflitos, como a ofensiva contra o Irã.

Protestos atingem recorde histórico

A insatisfação popular cresce diante da escassez de comida e energia. Somente em março de 2026 foram contabilizados mais de 1.200 protestos e denúncias contra o regime – alta de 80% em relação ao ano anterior. Até descendentes de figuras centrais da revolução, incluindo netos de Fidel e Raúl Castro, manifestaram apoio a um sistema capitalista.

Pressão por transição monitorada

Washington afirma que a recuperação econômica depende de mudança no sistema de governo cubano. Embora Havana tenha prometido libertar presos políticos em acordo mediado pelo Vaticano, observadores internacionais permanecem céticos. A estratégia norte-americana é levar o regime de Miguel Díaz-Canel a um impasse em que a única saída pacífica seja aceitar uma transição supervisionada.

As negociações seguem em sigilo, enquanto a crise energética e a onda de manifestações mantêm o futuro político de Cuba em aberto.

Com informações de Gazeta do Povo