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Galípolo aponta déficit de servidores no BC e cita desafios para fiscalizar fraudes no Pix

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (8) que a autarquia carece de pessoal para acompanhar e coibir fraudes financeiras usadas por organizações criminosas. O depoimento ocorreu na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado.

Questionado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) sobre falhas de monitoramento, Galípolo citou o impacto de aposentadorias recentes e comparou a estrutura do BC com a do Federal Reserve, dos Estados Unidos. “Hoje contamos com aproximadamente 3 mil servidores, enquanto o Fed possui 23 mil”, disse.

Segurança do Pix

Para ilustrar as dificuldades, o presidente do BC retomou episódios de ataques cibernéticos ligados ao Pix. Segundo ele, as brechas ocorreram em sistemas próprios de instituições financeiras ou de prestadores de serviço, não na infraestrutura do Pix. “Em quase todos os casos havia algum tipo de engenharia social”, ressaltou.

Galípolo acrescentou que a modalidade de pagamento, disponível 24 horas por dia, tem sido alvo de questionamentos de órgãos dos Estados Unidos após críticas de empresas de cartões de crédito.

Convidados e ausências

A audiência foi marcada por convite do senador Eduardo Girão (Novo-CE). O ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto também foi chamado, mas o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, converteu a convocação em convite, liberando-o da obrigação de comparecer. Campos Neto faltou pela terceira vez.

Crime organizado e carga de trabalho

Galípolo afirmou que o crime organizado “encontra dinheiro para adquirir tecnologia e investir todos os dias” em novos métodos de fraude. Ele relatou ainda que servidores do BC trabalham fins de semana e madrugadas sem receber adicionais, movidos por “senso de responsabilidade”.

Com informações de Gazeta do Povo