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Presidente da OAB-SP cobra apuração sobre ministros do STF e aponta silêncio da PGR

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São Paulo — 6 de abril de 2026. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), Leonardo Sica, afirmou nesta segunda-feira ser “favorável a uma investigação ampla” sobre suspeitas que recaem sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e criticou a falta de posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR).

As declarações ocorreram em uma entrevista improvisada após evento da entidade na capital paulista. “Eu acho que os fatos precisam ser investigados, todos os fatos. Por exemplo, ministros recebem carona de jatos particulares; a gente tem que investigar amplamente isso”, disse Sica.

Segundo o dirigente, a seccional paulista — maior do país — já mantém contato com a PGR para tratar das possíveis apurações. “Tudo o que conheço é pelas notícias, e elas merecem investigação. Precisamos cobrar a Procuradoria-Geral da República, que está silente”, reforçou.

Sica defendeu ainda que o próprio Supremo adote regras de conduta mais rígidas antes das eleições de outubro. Para ele, a adoção de normas internas poderia evitar que o tema domine o debate eleitoral.

Até o momento, três ministros são citados publicamente em reportagens sobre o chamado “caso Master”: Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Nunes Marques. Informações divulgadas indicam supostas viagens em jatos particulares e, no caso de Moraes, um contrato milionário firmado pela esposa, Viviane Barci de Moraes, com a instituição financeira investigada. Leonardo Sica, contudo, evitou nominar qualquer magistrado na coletiva, destacando que a preocupação principal é a imagem da Corte diante das suspeitas.

Com informações de Gazeta do Povo