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Governo Milei retira credenciais de veículos argentinos após denúncia de rede russa de desinformação

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Buenos Aires – O governo da Argentina cancelou nesta segunda-feira (6) as credenciais de acesso de diversos meios de comunicação à Casa Rosada e ao Congresso, reação direta a uma investigação que expôs a atuação de uma rede russa de desinformação no país.

Foram impedidos de entrar nos edifícios públicos os profissionais de Ámbito Financiero, C5N, La Patriada FM, A24, El Destape e Tiempo Argentino. Uma repórter contou à agência EFE que, ao chegar à sede do Poder Executivo, foi informada de que seu nome constava em uma lista de proibição permanente.

Investigação internacional

Consórcios de jornalismo divulgaram na semana passada que, entre junho e outubro de 2024, a organização russa apelidada de “A Empresa” desembolsou US$ 283 mil (cerca de € 245,6 mil) para publicar ao menos 250 artigos em mais de 20 veículos argentinos.

Os textos criticavam a crise econômica, os impactos sociais do ajuste fiscal e o desgaste diplomático com países vizinhos, além de trazerem menções favoráveis a Moscou e desfavoráveis a Washington. Parte do material foi assinada com identidades falsas, segundo a apuração.

Alerta anterior da inteligência

A existência da rede já havia sido noticiada em julho de 2025 pelo próprio governo argentino e foi reiterada na última quinta-feira pela Secretaria de Inteligência do Estado (SIDE). O órgão afirma que o objetivo era “disseminar informações falsas e influenciar a opinião pública argentina em benefício de interesses geopolíticos estrangeiros”.

Resposta do presidente

Na sexta-feira (3), o presidente Javier Milei declarou que irá “até as últimas consequências” para identificar todos os envolvidos. “Os ‘jornalistas’ e ‘veículos de comunicação’ ligados a isso são apenas a ponta do iceberg de algo muito maior”, publicou na rede X, classificando o episódio como de “gravidade institucional raramente vista na história”.

Com a retirada das credenciais, a administração Milei alega proteger a segurança nacional enquanto investiga possíveis ligações entre profissionais da mídia e a operação suspeita.

Com informações de Gazeta do Povo