Home / Internacional / Chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária é morto em ataque de Israel

Chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária é morto em ataque de Israel

ocrente 1775494165
Spread the love

Teerã – A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou, nesta segunda-feira (6), a morte do general de divisão Majid Khadami, chefe da sua Organização de Inteligência, durante um bombardeio israelense. O anúncio ratificou informação divulgada pouco antes pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que classificou Khadami como um dos três principais comandantes do aparato de segurança iraniano.

Segundo comunicado divulgado pela agência estatal Tasnim, o oficial “alcançou a elevada honra do martírio” no episódio. Khadami havia assumido a chefia de Inteligência em junho de 2025, após a morte de seu antecessor, Mohammad Kazemi, também em confronto com forças israelenses.

Guerra iniciada em fevereiro amplia lista de vítimas

A confirmação ocorre em meio à guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel passaram a atacar o Irã. Desde então, vários integrantes da cúpula militar e política iraniana foram mortos, entre eles o comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, general Mohammad Pakpur; o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Abdorrahim Musavi; o líder supremo Ali Khamenei; e o ex-secretário do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani.

Pressão sobre o Estreito de Ormuz

No fim de semana, aumentou a troca de ameaças entre Washington e Teerã. O presidente norte-americano Donald Trump publicou na rede Truth Social que a próxima terça-feira (7) — Dia da Usina Elétrica e Dia da Ponte no Irã — “não haverá nada igual”, exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz até as 21h (horário de Brasília). Trump voltou a ameaçar destruir instalações energéticas e, mais recentemente, pontes iranianas caso a via marítima permaneça fechada.

O estreito, bloqueado quase totalmente pelo Irã desde o início da guerra, concentrava cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito. Na rede social X, o assessor de comunicação da presidência iraniana, Mehdi Tabatabaei, afirmou que a passagem só será liberada após a definição de um novo regime jurídico e o pagamento de compensações de guerra por meio de pedágios.

Trump já havia adiado o prazo para a reabertura em duas ocasiões: inicialmente para 27 de março e, depois, para a noite desta segunda-feira. A retórica de Washington acompanha ataques pontuais a alvos estratégicos, como a ponte B1, destruída em 2 de abril antes mesmo de ser inaugurada. Com 1.050 metros de altura, a estrutura ligaria Teerã à cidade de Karaj e seria a mais alta do Oriente Médio.

Autoridades israelenses não detalharam o local exato nem a data do ataque que matou Khadami. O governo iraniano, por sua vez, não informou se pretende retaliar imediatamente.

Com informações de Gazeta do Povo