A agenda internacional da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, ultrapassou a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em tempo fora do país. Desde o início do terceiro mandato, em 2023, ela passou 170 dias no exterior, 23 a mais que o chefe do Executivo, segundo levantamento do Poder360.
No período analisado, Janja realizou 36 viagens e esteve em 38 países, com presença constante em fóruns multilaterais. A participação segue intensa em 2026, especialmente em eventos ligados à Organização das Nações Unidas (ONU).
Compromissos de 2026
Somente neste ano, a primeira-dama já contabiliza 13 dias fora do Brasil, distribuídos em três deslocamentos que incluíram Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos.
Em março, Janja esteve em Nova York para reuniões na ONU, entre elas a Comissão sobre a Situação da Mulher, além de agendas voltadas a temas sociais e de gênero. Já entre 17 e 25 de fevereiro, acompanhou Lula em compromissos na Ásia, com passagens por Seul e Abu Dhabi, onde também manteve encontros próprios, como a reunião com a primeira-dama sul-coreana, Kim Hea-Kyung.
Foco em políticas para mulheres
A seis meses das eleições de 2026, a atuação internacional de Janja concentra-se em iniciativas direcionadas às mulheres. Entre outubro de 2025 e abril de 2026, foram registrados 31 compromissos nessa área, incluindo o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio.
Questionamentos e respaldo jurídico
A presença da primeira-dama em missões oficiais vem sendo contestada por setores da oposição, que apontam a ausência de cargo público formal. Em 2024, contudo, a Advocacia-Geral da União (AGU) reconheceu que cônjuges do presidente podem desempenhar atividades de natureza simbólica, social, cultural e diplomática, garantindo respaldo jurídico para sua participação em agendas oficiais.
Com 170 dias de compromissos no exterior desde 2023, Janja consolida um papel representativo cada vez mais ativo ao lado do presidente em eventos diplomáticos e multilaterais.
Com informações de direitaonline.com.br