O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na manhã de domingo, 5 de abril de 2026, o resgate de um coronel da Força Aérea que permanecia isolado havia mais de 30 horas em território iraniano. Em publicação na rede Truth Social, Trump escreveu em letras maiúsculas “WE GOT HIM!” e classificou a operação como uma das mais ousadas da história militar do país.
Como o militar ficou para trás
Na sexta-feira, 3 de abril, um caça F-15E Strike Eagle foi abatido durante a Operação Epic Fury, que já entra na sexta semana de combate. Dos dois tripulantes, o piloto foi resgatado poucas horas depois. O oficial que operava os sistemas de armamento — um coronel — ejetou-se ferido, porém consciente, e decidiu não se render. Ele se embrenhou em uma região montanhosa no interior do Irã enquanto era procurado por forças locais.
Disputa pelo resgate
A busca transformou-se em corrida contra o tempo. De um lado, unidades da Guarda Revolucionária vasculhavam o terreno; de outro, equipes norte-americanas atuavam clandestinamente em solo inimigo. Dois helicópteros UH-60 Black Hawk foram atingidos durante as tentativas iniciais, deixando feridos entre as tripulações.
Para confundir as forças iranianas, o serviço de inteligência dos EUA divulgou internamente no país adversário a falsa informação de que o coronel já estava sendo retirado por via terrestre. A desinformação buscava desviar a atenção enquanto a localização real do militar era refinada.
Entrada dos Pararescue Jumpers
Confirmada a posição exata do oficial, a missão de retirada foi entregue aos Pararescue Jumpers (PJs), tropa de elite da Força Aérea especializada em resgate de combatentes atrás das linhas inimigas. Formados durante dois anos em paraquedismo, mergulho, sobrevivência, combate e atendimento médico, os PJs operam sob o lema “Fazemos o que for preciso para que outros possam viver”.
A incursão contou com helicópteros de resgate, aviões-tanque, caças de apoio aéreo aproximado A-10 Thunderbolt II e plataformas de guerra eletrônica capazes de embaralhar radares e comunicações. Um alto funcionário do governo descreveu o momento em que o coronel foi avistado: “Era como procurar uma agulha no palheiro, mas, neste caso, tratava-se de uma alma americana escondida numa fenda de montanha, praticamente invisível”.
Destino mantido em sigilo
O militar ferido foi retirado da zona de conflito e entregue a equipe médica norte-americana; o governo não revelou para qual base ou país ele foi levado. Detalhes adicionais sobre eventuais baixas ou danos durante a operação não foram divulgados.
Com informações de Gazeta do Povo