As Forças Armadas dos Estados Unidos retiraram um piloto norte-americano de território iraniano 36 horas depois de seu caça F-15E Strike Eagle ter sido derrubado, segundo anúncio feito pelo presidente Donald Trump na madrugada deste domingo, 5 de abril de 2026.
Em mensagens publicadas na rede Truth Social, Trump classificou a ação como “uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história dos EUA”. O republicano informou inicialmente que o militar estava “são e salvo”, mas, em atualização posterior, disse que o aviador — descrito como coronel e “altamente respeitado” — encontra-se gravemente ferido e foi levado ao Kuwait para atendimento médico.
Tripulação atacada na sexta-feira
O piloto resgatado era um dos dois integrantes da tripulação do F-15E abatido por forças iranianas na sexta-feira, 3 de abril. O primeiro tripulante foi localizado e extraído no mesmo dia, também por militares norte-americanos, em uma operação que, de acordo com Trump, manteve aeronaves dos EUA sobre o Irã por sete horas em plena luz do dia.
Versão de Teerã
Autoridades iranianas contestaram o êxito da missão. O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, coronel Ebrahim Zolfagari, afirmou que a tentativa de resgate “foi frustrada” e resultou na destruição de quatro aeronaves dos EUA — dois cargueiros C-130 e dois helicópteros Black Hawk — durante ação conjunta da Guarda Revolucionária, do Exército, da milícia Basij e de forças de segurança. Teerã classificou a investida como “fracasso total”.
O governo dos Estados Unidos não comentou as declarações iranianas até o momento.
Com informações de Gazeta do Povo