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Valdemar admite virada e diz que apoio a Moro é “cálculo” para garantir votos ao PL

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Brasília – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ter revisto sua posição sobre o senador Sergio Moro ao concluir que o partido “precisa dos votos” do ex-juiz para ampliar sua base na disputa eleitoral de 2026.

Em entrevista ao portal Metrópoles nesta quarta-feira, 1º de abril, Valdemar classificou a recente filiação de Moro à legenda como um “cálculo pragmático”. “Mudei porque nós precisamos dos votos dele. Só vamos melhorar o país se tivermos maioria”, declarou.

Ratinho Jr. fora da corrida presidencial

Segundo o dirigente, a aproximação com Moro ocorreu depois que o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), comunicou ao PL a intenção de concorrer à Presidência da República. “Ele ia levar todos os votos do Paraná, não ia sobrar nada para nós”, comentou. Ratinho desistiu da pré-candidatura em 23 de março.

Com Moro no palanque paranaense, o PL assegura apoio local à campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP). “Nós vamos ganhar a eleição, mas não com 10 milhões de votos de diferença. O governo tem a máquina. Então tivemos que apoiar o Moro”, disse Valdemar.

Processo de cassação arquivado

Em 2024, o PL e o PT moveram ações no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná para cassar o mandato de Moro por suposto abuso de poder econômico na campanha de 2022, quando ele disputou o Senado. O TRE-PR absolveu o parlamentar, decisão mantida posteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Embates antigos e reaproximação

Moro já declarou, em janeiro de 2022, que Valdemar “mandava” no então presidente Jair Bolsonaro. Apesar da crítica, o dirigente do PL relatou que a relação mudou. Ao SBT News, em 23 de março, Valdemar contou que o senador atuou para barrar sua convocação à CPI do Crime Organizado no Senado, rejeitada por seis votos a cinco.

O requerimento de convocação, apresentado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), citava doações de campanha de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, investigados na Operação Compliance Zero. A CPI rejeitou o pedido em 18 de março.

Valdemar agora aposta que Moro possa vencer o governo do Paraná já no primeiro turno. “Ele é uma revelação”, resumiu.

Com informações de Gazeta do Povo