Washington (03/04/2026) – O Exército dos Estados Unidos aprovou, em março, a produção em larga escala da granada M111, primeiro artefato letal totalmente novo a entrar no arsenal norte-americano em quase seis décadas.
Diferentemente das tradicionais granadas de fragmentação, a M111 neutraliza o inimigo por meio de blast overpressure, uma onda de pressão que comprime e descomprime violentamente os tecidos do corpo. A explosão vaporiza o invólucro plástico do artefato, não deixando estilhaços nem resíduos tóxicos.
Vantagem no combate urbano
No interior de edificações, estilhaços podem ricochetear e atingir tropas amigas, risco conhecido como fratricídio, observado em operações casa a casa no Iraque. A nova granada foi projetada justamente para reduzir esse perigo: a onda de choque atravessa paredes, móveis e outros obstáculos sem produzir fragmentos metálicos.
Substituição e complementação
A M111 assume o lugar da MK3A2, retirada nos anos 1970 porque seu corpo de amianto era cancerígeno. Já a M67 – em serviço desde 1968 e eficaz em campo aberto graças ao raio letal de 5 metros e alcance de estilhaços de até 230 metros – continuará em uso, atuando de forma complementar.
Desenvolvimento e operação
O projeto foi conduzido no Arsenal de Picatinny em parceria com o Centro de Armamentos do Comando de Capacidades de Desenvolvimento de Combate do Exército. Para simplificar o treinamento, a M111 utiliza o mesmo processo de armamento em cinco etapas da M67.
Com a entrada em produção, as forças norte-americanas passam a dispor de uma opção específica para ambientes fechados, aumentando a segurança das tropas e a eficácia das operações urbanas.
Com informações de Gazeta do Povo