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Governo alerta: diesel pode ficar mais caro nos estados que recusarem subsídio

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Brasília — 01/04/2026 — O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (1º) que os estados que não aderirem ao acordo federal para subsidiar o diesel importado deverão enfrentar preços mais altos do combustível nas bombas.

A proposta, que será formalizada por medida provisória, prevê a subvenção de R$ 1,20 por litro, dividida igualmente entre União e governos estaduais. O custo total estimado varia entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, com vigência inicial de dois meses.

Adesão já é majoritária

Segundo Durigan, mais de 20 estados — cerca de 80% da federação — já sinalizaram apoio ao plano. A expectativa do ministério é de que os poucos entes que ainda resistem assinem o termo antes da edição da medida.

“Espero que esses pouquíssimos estados que ainda não aderiram também entrem, para garantir o benefício à população”, disse o ministro em entrevista à GloboNews.

Quem ainda está fora

Os governos de Amapá, Goiás, Pará, Rondônia e São Paulo ainda analisam a proposta. O Distrito Federal declarou que não participará, enquanto o Rio de Janeiro aguarda a publicação da medida provisória para definir sua posição.

O texto estabelece que as cotas de estados que ficarem de fora não serão redistribuídas entre os demais, preservando o critério proporcional de consumo de cada unidade federativa.

Próximos passos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editará a medida provisória após retornar de agendas oficiais: nesta quarta-feira (1º) no Ceará e, na quinta-feira (2), na Bahia.

O acordo foi concebido para atenuar o encarecimento do diesel provocado pela tensão no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Com informações de Gazeta do Povo