Geraldo Abdo, baterista que integrou a formação do grupo gospel Novo Som desde 1989, comunicou sua saída da banda em carta aberta divulgada nesta segunda-feira, 30 de março de 2026. O músico explicou que a decisão foi tomada por causa das limitações motoras deixadas por um acidente vascular cerebral isquêmico sofrido em março de 2025.
Carta aberta e repercussão
O texto, publicado nas redes sociais oficiais de Abdo, conquistou mais de 10 mil curtidas em menos de uma hora. Os comentários foram desativados para preservar um tom reservado. Na mensagem, o baterista agradeceu aos companheiros de longa data, Alex Gonzaga e Mito Pascoal, à produtora Mônica Silva e ao público que o acompanhou durante quase quatro décadas. “Uma vez Família Novo Som, sempre Família Novo Som”, escreveu.
Fim de um ciclo histórico
Abdo entrou para o Novo Som em 1989, após experiências profissionais iniciadas ainda na infância, no Rio de Janeiro, e passagens por grupos como Os Sonoros. Desde então, participou de todas as fases do conjunto, que ultrapassou a marca de um milhão de discos vendidos. O trio – formado por Abdo, Gonzaga e Pascoal – é considerado um dos mais duradouros do cenário gospel brasileiro.
Processo iniciado em 2025
Quando sofreu o AVC, em março de 2025, a banda pediu orações aos fãs. Segundo o baterista, a carta apenas oficializa um afastamento que vinha ocorrendo de forma gradual, enquanto ele tentava se recuperar dos problemas de mobilidade que o impediram de tocar.
Agenda segue ativa
Mesmo com a mudança na formação, o Novo Som mantém compromissos de shows e gravações. Em fevereiro de 2026, o grupo lançou “Em silêncio”, parceria com a dupla André e Felipe, escrita por Leonardo Jundi Eto. A canção fala sobre dependência e entrega a Deus, reforçando a mensagem de tranquilidade em momentos de ansiedade.
Natural do Rio de Janeiro, Geraldo Abdo começou a tocar bateria aos sete anos. Profissional na adolescência, tornou-se referência técnica no meio gospel. A despedida encerra oficialmente sua trajetória no Novo Som, mas o legado de mais de três décadas permanece associado à história da banda.
Com informações de Folha Gospel