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Desaprovação a Lula atinge 51% e supera índice de Bolsonaro a seis meses da eleição

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Uma pesquisa do instituto Poder360 realizada entre 21 e 23 de março mostra que 51% dos brasileiros consideram o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “ruim” ou “péssimo”, enquanto 26% o classificam como “ótimo” ou “bom”. O levantamento foi divulgado a seis meses da eleição de outubro e indica a maior taxa de rejeição registrada por um presidente que busca a reeleição desde a redemocratização.

Quatro anos antes, no mesmo período do calendário eleitoral, o então presidente Jair Bolsonaro aparecia com 50% de avaliação negativa e 29% positiva. Apesar de ter enfrentado a pandemia de Covid-19 e pressões inflacionárias, Bolsonaro tornou-se o único incumbente derrotado ao tentar um segundo mandato, em 2022.

Comparativo histórico

Desde que a emenda constitucional de 1997 permitiu a reeleição para o Executivo federal, nenhum outro presidente apresentou percentual de rejeição tão elevado a seis meses do pleito quanto Lula em 2026. Veja os números de outros mandatários no mesmo intervalo:

  • Dilma Rousseff (2014): 51% de aprovação e 43% de reprovação;
  • Fernando Henrique Cardoso (1998): 38% de aprovação e 21% de reprovação;
  • Luiz Inácio Lula da Silva (2006): 44% de aprovação e 17% de reprovação.

Níveis recordes em nova sondagem

Outro levantamento do PoderData, que utiliza a pergunta binária “aprova ou desaprova”, aponta que 61% dos eleitores desaprovam o trabalho de Lula, contra 31% que aprovam. Em 2024, a aprovação era de 39%, oito pontos percentuais acima do patamar atual.

Fatores de desgaste

Analistas atribuem a queda de popularidade do petista à repercussão de escândalos envolvendo supostos desvios no INSS e no Banco Master. As investigações citam aliados e familiares do presidente, como o irmão Frei Chico e o filho Fábio Luís, conhecido como Lulinha.

Com o recuo na avaliação popular e o histórico inédito de desaprovação, Lula enfrenta o desafio de reverter a tendência negativa a menos de meio ano das urnas.

Com informações de Gazeta do Povo