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Departamento de Justiça dos EUA apura Califórnia por alojar mulheres trans em prisões femininas

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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) abriu, na quinta-feira, 26 de março de 2026, uma investigação contra o governo da Califórnia por permitir a transferência de mulheres transgênero para unidades prisionais femininas. A medida, segundo a pasta, pode comprometer a segurança de outras detentas e violar a Constituição norte-americana.

Em comunicado, a procuradora-geral Pam Bondi afirmou que “manter homens fora das prisões femininas não é apenas questão de bom senso, mas de segurança e direitos constitucionais”. O DOJ informou ainda que conduzirá apuração semelhante no estado do Maine.

Queixas de violência e números de transferências

Segundo o órgão federal, foram registrados relatos de agressão sexual, estupro, voyeurismo e intimidação em duas penitenciárias femininas da Califórnia após a chegada de presas transgênero.

A prática tornou-se possível após a sanção da Lei do Senado 132 pelo governador Gavin Newsom, em 2020. A norma, em vigor desde 2021, concede a pessoas trans, não binárias e intersexo o direito de escolher entre unidades masculinas ou femininas.

Dados do Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia apontam:

  • 1.028 solicitações de transferência de presídios masculinos para femininos;
  • 47 pedidos aprovados e 132 rejeitados;
  • 84 solicitações do sistema feminino para o masculino;
  • 7 aprovações e 12 negativas.

O DOJ avaliará se a legislação californiana e sua aplicação ferem garantias constitucionais ao expor mulheres presas a risco de violência sexual. Não foi divulgado prazo para conclusão do inquérito federal.

Com informações de Gazeta do Povo