Brasília – O investidor Luiz Phillipe Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor e alvo de operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta quarta-feira (25), mantém assento no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (Conselhão) do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O mandato de Rubini no colegiado, que reúne mais de 240 representantes da sociedade civil, vai até março de 2027, conforme o Diário Oficial da União.
PF apura lavagem de dinheiro ligada a facções
A investigação mira um esquema de suposta lavagem de dinheiro e fraudes no sistema financeiro com possíveis ligações ao Comando Vermelho. As perdas podem passar de R$ 500 milhões e incluem transações envolvendo a Caixa Econômica Federal. Contra Rubini, a Justiça determinou buscas, apreensão de documentos e a quebra de sigilos bancário e fiscal.
Ao todo, foram expedidos 21 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão pela Justiça Federal de São Paulo. As diligências ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, resultando em pelo menos 14 prisões até o fim da manhã. Também houve bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões. Entre os itens já recolhidos estão relógios de luxo, aparelhos eletrônicos e quantias em dinheiro vivo.
Relação com o Grupo Fictor
Rubini foi sócio do Grupo Fictor até o fim de 2024. A empresa informou que seu CEO, Rafael Góis, também teve a casa vasculhada e que só vai se manifestar quando tiver acesso aos autos do processo.
Suposta indicação de Lulinha é negada
Logo após a operação, surgiram rumores de que a nomeação de Rubini para o Conselhão teria sido articulada por Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Em nota, a defesa de Lulinha admitiu que ele conhece Rubini, porém negou qualquer relação comercial, atuação como consultor da Fictor ou influência em indicações a cargos públicos.
O Conselhão, recriado em 2023, funciona como órgão consultivo da Presidência da República responsável por formular propostas de políticas públicas, discutir reformas e sugerir medidas para o crescimento econômico com inclusão social.
Com informações de Gazeta do Povo