Rio de Janeiro – O pastor Renato Vargens, líder da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, manifestou oposição ao projeto de lei que criminaliza a misoginia, aprovado pelo Plenário do Senado em 25 de março de 2026.
A proposta define misoginia como “conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino” e a equipara ao crime de racismo, prevendo punições semelhantes.
Em artigo publicado às 15h53 no portal Pleno.News, Vargens afirmou que a medida pode “promover divisão e ódio entre homens e mulheres” e abrir caminho para processos ou prisão de pessoas cujo discurso seja interpretado como preconceituoso. O pastor também demonstrou preocupação com possíveis impactos sobre líderes religiosos que defendem doutrinas complementaristas, como a não ordenação de mulheres ao ministério pastoral.
Vargens argumentou ainda que a iniciativa coloca em risco a liberdade de expressão, podendo resultar em censura de opiniões religiosas ou contrárias a determinadas pautas de gênero. Ele classifica a proposta como incentivo a uma “guerra de sexos”, na qual homens seriam tratados como potenciais opressores e mulheres como vítimas permanentes.
O texto aprovado pelo Senado segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovado sem alterações, será encaminhado à sanção presidencial.
Com informações de Pleno.News