O governo dos Estados Unidos estuda enviar entre 3 000 e 4 000 militares da 82ª Divisão Aerotransportada ao Oriente Médio, afirmaram autoridades americanas à agência Reuters nesta terça-feira (24). A medida ampliaria a presença militar na região durante a guerra contra o Irã.
Segundo as fontes, a mobilização partiria de Fort Bragg, na Carolina do Norte, onde a unidade de elite está baseada. O plano ainda não foi confirmado publicamente pela administração do presidente Donald Trump.
Pentágono quer aumentar capacidade de reação
Os interlocutores ouvidos pela agência ressaltaram que o envio não representa, por ora, uma decisão de ingressar em território iraniano, mas garantiria aos Estados Unidos maior capacidade para conduzir operações desse tipo caso seja considerado necessário.
Negociações e ceticismo
Paralelamente à eventual expansão militar, Trump declarou na segunda-feira (23) ter mantido “conversas produtivas” com Teerã sobre uma possível solução para o conflito. Autoridades iranianas, contudo, negaram qualquer negociação.
O jornal The New York Times informou que Washington remeteu a Teerã um plano de 15 pontos, entregue por intermédio de autoridades do Paquistão. Ainda não está claro se o governo iraniano aceitará a proposta nem se Israel concorda com os termos.
Pressão saudita por ofensiva contínua
Na região, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, tem aconselhado a Casa Branca a não interromper a campanha militar. Fontes citadas pelo Times relataram que o líder saudita vê na atual ofensiva uma oportunidade para enfraquecer o regime iraniano e reduzir riscos aos países do Golfo.
De acordo com essas mesmas fontes, bin Salman também sugeriu ataques mais duros contra a infraestrutura energética do Irã, argumentando que um recuo poderia permitir a reorganização das forças iranianas.
Autoridades americanas disseram que, nos bastidores, o governo dos EUA avalia cenários que vão de um acordo negociado à intensificação das operações militares na região.
Com informações de Gazeta do Povo