O soldado colombiano Jhony Ortiz descreveu ter deixado o avião militar Hércules por um buraco na fuselagem poucos segundos antes de a aeronave explodir, na segunda-feira (23), no departamento de Putumayo, sul da Colômbia. O acidente matou 69 pessoas e feriu 57, segundo balanço oficial divulgado nesta terça (24).
De acordo com o relato transmitido por telefone à esposa, Natalia Micanquer, Ortiz ficou preso entre equipamentos e colegas logo após o impacto. “Só ouvia gritos. Vi um buraco por onde podia sair, mas minha perna estava presa e havia soldados em cima de mim, me pisoteando”, contou o militar à companheira.
O soldado sofreu ferimentos na cabeça e fraturou um braço. Depois de resgatado, foi transferido para o Hospital Militar Central, em Bogotá. “Papai do céu me deu uma segunda oportunidade”, disse Ortiz à esposa, atribuindo a sobrevivência a um “milagre”.
Segundo as Forças Militares da Colômbia, o Hércules transportava 126 ocupantes — 11 tripulantes da Força Aeroespacial, 113 militares do Exército e dois policiais — e caiu poucos segundos após a decolagem. O Ministério da Defesa informou não haver indícios de ataque externo; as explosões que se seguiram foram provocadas pela detonação de munições levadas a bordo.
As causas do acidente permanecem sob investigação.
Com informações de Gazeta do Povo