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Renan Filho vê “interesses políticos” em mobilização de caminhoneiros e promete fiscalizar fretes

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Brasília – O ministro dos Transportes, Renan Filho, minimizou a articulação de caminhoneiros para uma nova paralisação motivada pela alta do diesel e atribuiu a movimentação a “interesses difusos” e, em parte, político-partidários. A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira (20), dia em que o setor mantém estado de alerta.

Não sinto que há um movimento espontâneo, mas sim que há gente com interesses difusos, e uma parcela desses interesses também políticos, que estimulam”, afirmou o ministro.

Compromisso de fiscalização

Após negociação com representantes da categoria, o governo federal conseguiu a suspensão temporária da paralisação. Para isso, Renan Filho se comprometeu a:

  • Fiscalizar todos os fretes no país, a fim de coibir o descumprimento do piso mínimo;
  • Impedir que empresas reincidentes nas irregularidades continuem contratando motoristas.

Ajuste na regra de descanso

O ministro também indicou que buscará um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a exigência de parada para descanso a cada 11 horas de viagem. Segundo ele, a norma obriga motoristas a pernoitar na estrada mesmo quando estão próximos de casa. “Vamos buscar um acordo quanto a essa regra”, disse.

Crise do diesel

A tensão no setor começou após um aumento nos preços do combustível, consequência direta do conflito deflagrado pela morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em operação conjunta de Estados Unidos e Israel. O Irã respondeu fechando o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20 % do petróleo mundial, o que fez o valor do barril disparar.

Para conter o impacto no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) zerou PIS e Cofins sobre o diesel e criou uma subvenção de R$ 10 bilhões para estabilizar o preço nas refinarias. A estimativa oficial é de redução de até R$ 0,64 por litro nas bombas.

A Petrobras aderiu ao programa, mas reajustou o diesel em R$ 0,38 por litro. Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, o aumento poderia ter alcançado R$ 0,70 sem a subvenção.

Com as medidas, o Palácio do Planalto tenta evitar a repetição da greve de 2018, que bloqueou rodovias em 24 estados e no Distrito Federal, provocando desabastecimento e perdas econômicas generalizadas.

Com informações de Gazeta do Povo