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Tucker Carlson afirma que CIA quer enquadrá-lo como agente estrangeiro

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Washington (EUA) – O comentarista conservador Tucker Carlson declarou, em vídeo divulgado no sábado (14) na rede social X, que a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) estaria preparando um relatório criminal contra ele junto ao Departamento de Justiça.

Segundo Carlson, a acusação se basearia na Foreign Agents Registration Act (FARA), norma que exige o registro de pessoas que atuam nos EUA em nome de governos estrangeiros. O suposto “crime”, afirma o jornalista, seria ter mantido conversas com interlocutores iranianos antes do início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o regime de Teerã, em 28 de fevereiro.

“Eles leram minhas mensagens”, diz comentarista

“Descobri que a CIA está preparando algum tipo de denúncia criminal contra mim […] por falar com pessoas no Irã antes da guerra. Eles leram minhas mensagens”, declarou Carlson no vídeo.

O apresentador negou qualquer vínculo com autoridades estrangeiras, garantiu que nunca recebeu pagamentos do exterior e sustentou que dialogar com fontes internacionais faz parte de sua atividade profissional. “Minha única lealdade é aos Estados Unidos”, afirmou.

Críticas à guerra e reação da Casa Branca

Carlson vem criticando abertamente a operação militar norte-americana e israelense, que qualificou como “absolutamente repugnante e maligna”, alegando que ela não atende aos interesses de segurança nacional dos EUA. As declarações desagradaram ao presidente Donald Trump, que no início de março disse que o jornalista “se perdeu” e já não representa o movimento “Make America Great Again”.

Antes mesmo do conflito, Carlson manifestara oposição à guerra em reuniões privadas com Trump na Casa Branca, em janeiro.

Divulgação preventiva

O comentarista afirmou não acreditar que a denúncia avance para um processo formal, mas decidiu tornar o caso público por considerar que, em períodos de guerra, a pressão contra opiniões divergentes costuma aumentar. “Países tendem a se tornar mais restritivos durante conflitos armados”, argumentou.

Com informações de Gazeta do Povo