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Ataques armados matam mais de 20 cristãos e obrigam centenas a fugir na região de Arsi, Etiópia

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Pelo menos 27 pessoas morreram e centenas de moradores abandonaram suas casas após dois ataques armados realizados em intervalos de três dias na zona de Arsi, região de Oromia, no centro-sul da Etiópia.

Primeira ofensiva em mercado

O primeiro ataque ocorreu na quinta-feira, 26 de fevereiro, quando homens armados invadiram um mercado local, matando 20 cristãos da Igreja Ortodoxa Etíope Tewahedo e um guarda muçulmano. De acordo com uma agência de notícias etíope, oito pessoas continuam desaparecidas, outras oito foram hospitalizadas e duas foram sequestradas. Após os disparos, os agressores incendiaram casas e plantações, provocando fuga em massa para cidades vizinhas.

Igreja novamente sob fogo

No sábado, 28 de fevereiro, o mesmo clima de terror se repetiu. Armados retornaram à área, desta vez à Igreja Abo, no bairro Jawi, distrito de Sherka, berrando “Allahu Akbar” antes de abrir fogo. Sete fiéis que participavam de atividades religiosas morreram dentro do templo. Residências ligadas à igreja foram queimadas e grãos arrecadados para ações de caridade foram destruídos.

Responsabilidade ainda indefinida

Nenhuma organização reivindicou oficialmente os atentados. Em nota, o Conselho Supremo de Assuntos Islâmicos da Etiópia declarou estar “profundamente entristecido” e ressaltou que a violência “não representa qualquer religião”, mas visa “semear suspeita e conflito”.

Ataques direcionados e organizados

Levantamento da Portas Abertas Internacional indica que as ações foram planejadas e tinham como alvo específico cristãos ortodoxos, inclusive membros da etnia oromo, majoritária em Oromia. Pesquisadores apontam motivações que mesclam rivalidades étnicas exploradas por radicais e a atuação de grupos islamistas que buscam reduzir a presença da igreja na região.

Historicamente, comunidades cristãs e muçulmanas conviviam pacificamente em Arsi. Contudo, relatórios recentes mostram aumento de episódios de violência contra líderes religiosos e fiéis, ampliando a sensação de vulnerabilidade entre os cristãos locais.

As autoridades etíopes ainda investigam a autoria e as circunstâncias dos dois ataques.

Com informações de Folha Gospel