Washington, 16 de março de 2026 – A tensão no Estreito de Ormuz pode obrigar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a adiar – ou até cancelar – o encontro previsto com o líder chinês Xi Jinping em Pequim. A possibilidade foi admitida pelo próprio Trump em entrevista publicada pelo jornal britânico Financial Times.
O compromisso, solicitado por Xi e aguardado para as próximas semanas, corre risco por causa do conflito envolvendo o Irã. Nas últimas semanas, forças iranianas ameaçaram embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, corredor marítimo responsável por cerca de 20% do petróleo bruto transportado no mundo, além de gás natural liquefeito e fertilizantes.
Impacto global e reação norte-americana
A escalada militar provocou turbulência nos mercados internacionais. No fim de semana, Trump conclamou os países afetados a formar uma coalizão para garantir a livre navegação. Até agora, apenas o Japão manifestou disposição em participar; Alemanha, Itália e Grécia recusaram o convite.
Para a China, o bloqueio representa um golpe direto: o país importa 38% do petróleo que passa por Ormuz. Um eventual cancelamento da cúpula acentuaria o desgaste na já delicada relação entre Washington e Pequim.
Negociações em andamento
Apesar da incerteza, fontes ouvidas pelo Financial Times afirmam que ainda há expectativa de manter o encontro. No último fim de semana, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reuniu-se em Paris com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng para discutir detalhes da agenda bilateral. Novas conversas estão previstas para esta segunda-feira (16).
Com informações de Gazeta do Povo