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Governador Ibaneis rejeita convite do Senado para detalhar operações entre BRB e Banco Master

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), recusou comparecer à audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, marcada para explicar as operações financeiras envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.

A resposta foi encaminhada nesta quinta-feira (12/03/2026). “Agradeço o convite, contudo, informo que não comparecerei à audiência pública, pois não possuo conhecimento técnico sobre o sistema financeiro e não participei das operações que envolvem o BRB e o Banco Master, de modo que não será possível contribuir com o tema”, afirmou o chefe do Executivo local.

Com a recusa, aumenta a possibilidade de a CAE convidar — ou até convocar — o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, para prestar esclarecimentos. O colegiado, presidido pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), mantém um grupo de trabalho específico sobre o caso.

Investigações e rombo bilionário

A Polícia Federal investiga a compra, pelo BRB, de R$ 12,2 bilhões em cédulas de crédito consideradas sem valor real. O prejuízo levou a Câmara Legislativa do DF a aprovar um pacote de socorro que inclui:

  • utilização de imóveis públicos em investimentos;
  • aportes diretos do Executivo;
  • contratação de empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Nomes políticos na mira

No celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, a PF encontrou contatos de Ibaneis e também dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ambos vêm resistindo a pautar requerimentos para instalar CPIs ou CPMIs sobre o banco.

Essa resistência motivou o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) a acionar o Supremo Tribunal Federal, pedindo que Motta fosse obrigado a colocar a CPI em votação. O pedido chegou ao ministro Dias Toffoli, que se declarou impedido e devolveu o processo. A relatoria passou a Cristiano Zanin, que negou a solicitação por falta de provas de omissão do presidente da Câmara.

Não há nova data prevista para que a CAE volte a discutir o tema.

Com informações de Gazeta do Povo