O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quinta-feira (12/03/2026) que o governo analisa a instalação de uma nova empresa estatal para atuar na distribuição de combustíveis, setor privatizado em 2021 com a venda da antiga BR Distribuidora, hoje Vibra Energia.
Em conversa com jornalistas, Costa declarou que “não há nada anunciado ou público até agora”, mas defendeu que a entrada de um agente estatal poderia “aumentar a competitividade” no mercado.
Contrato limita atuação da Petrobras
Um acordo firmado na época da privatização impede a Petrobras de concorrer diretamente com a Vibra até 2029, o que representa um obstáculo à volta da companhia ao ramo de distribuição.
Reunião com 70% do setor
Para discutir o tema, o governo marcou para as 17h de hoje uma reunião com empresas que representam cerca de 70% do mercado de distribuição de combustíveis. Além de Rui Costa, devem participar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), os ministros Wellington César (Justiça) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.
Silveira critica privatização
Alexandre Silveira já classificou a venda da BR Distribuidora como “crime de lesa-pátria” e solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigação sobre recentes alterações no preço dos combustíveis.
Cenário internacional pressiona preços
A possibilidade de criar uma nova estatal surge em meio à alta do petróleo provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, no Irã — rota de cerca de 20% do petróleo global —, anunciada pelo novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei. Para conter a escalada dos preços em ano eleitoral, o presidente Lula assinou decreto que zera as alíquotas de impostos federais sobre a importação e a comercialização de óleo diesel.
Com informações de Gazeta do Povo