O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato do partido à Presidência da República em 2026, afirmou nesta segunda-feira (15) que o Bolsa Família é um “direito adquirido” e não deve ser extinto ou reduzido. A declaração foi feita durante o Fórum Rumos do Brasil, organizado pela revista Veja, em São Paulo.
“Ninguém tem o direito de tocar ou acabar com esse programa”, disse o parlamentar. Ele adiantou que pretende ampliar o período de transição para beneficiários que conseguirem emprego formal, permitindo que recebam o auxílio por mais tempo. Em maio de 2025, o governo Lula (PT) reduziu essa transição de 24 para 12 meses.
Trabalho informal e medo de perder o benefício
Flávio contestou o argumento de que beneficiários não querem trabalhar. Segundo ele, quase 70% das pessoas atendidas atuam na informalidade. “Elas não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício. O Bolsa Família é a estabilidade para quem já passou fome”, afirmou.
Isenção do IR até R$ 5 mil
O senador voltou a defender a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, tema que, segundo ele, já fazia parte da plataforma de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. Flávio, contudo, criticou o modelo adotado pelo governo Lula: “A diferença é que, com Bolsonaro, certamente haveria uma compensação para a perda de arrecadação”.
Autocrítica sobre o governo Bolsonaro
Durante o evento, o pré-candidato avaliou que o pai errou na forma de lidar com a imprensa. “A imprensa exerce um papel fundamental. O relacionamento do governo Bolsonaro com a mídia foi um problema. Isso precisa mudar radicalmente”, declarou, acrescentando que não pretende repetir a estratégia adotada no mandato anterior.
Com informações de Gazeta do Povo