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CPMI do INSS convoca cunhado e ex-namorada de Daniel Vorcaro e rejeita pedido para ouvir amiga de Lulinha

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura um suposto esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, a convocação do empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e da modelo Martha Graeff, ex-namorada do executivo preso no ano passado pela Polícia Federal.

Além dos dois, os parlamentares autorizaram o comparecimento do ex-diretor do liquidado Banco Master, Ângelo Ribeiro da Silva, e do ex-diretor de compliance da instituição, Luiz Antônio Bull, ambos apontados como aliados de Vorcaro.

Convocação de amiga de Lulinha é rejeitada

Por 16 votos a 12, a CPMI recusou a convocação de Roberta Luchsinger, amiga pessoal de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Investigadores identificaram menções a Lulinha em mensagens atribuídas ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema contra beneficiários da Previdência.

Pedidos para ouvir Campos Neto ficam para depois

Estavam na pauta dois requerimentos para chamar o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, cuja gestão teria, segundo parlamentares, permitido operações financeiras investigadas. A votação, porém, foi adiada após a sessão ser suspensa no fim da manhã.

Pressão sobre decisões do STF

Na véspera, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), reuniram-se com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para questionar decisões monocráticas que liberaram investigados de depor ou tiveram sigilos preservados. Viana citou os casos de Daniel Vorcaro, dispensado de comparecer, e da empresária Leila Pereira, cuja oitiva foi adiada.

Gaspar afirmou que o sistema financeiro impõe “blindagem quase intransponível” à investigação. Segundo ele, cerca de R$ 400 bilhões em empréstimos consignados estão sob escrutínio da CPMI, da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e da CPI do Crime Organizado.

Ao ser questionado sobre o vazamento de dados sigilosos atribuídos à comissão, Viana declarou que a CPMI não tem acesso a parte dos documentos tornados públicos.

Com informações de Gazeta do Povo