Rio de Janeiro, 10 de março de 2026 – A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que não há qualquer pressão do Palácio do Planalto para manter estáveis os preços da gasolina e do diesel em ano eleitoral. Segundo a executiva, a estatal acompanha a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã para decidir se haverá repasse da alta do petróleo ao consumidor brasileiro.
Em entrevista concedida à Bloomberg, em Nova York, na segunda-feira (9), Chambriard disse que a companhia “observa de perto” a volatilidade do mercado internacional antes de tomar decisões que possam pesar no bolso da população. “Precisamos ter certeza de que não se trata de uma tendência passageira e de que o cenário é razoavelmente estável para nos permitir seguir na direção correta”, declarou.
Política de preços mantida
A executiva reforçou que a política de preços da Petrobras continua em vigor, sem repasses automáticos das oscilações externas. O objetivo, segundo ela, é evitar variações bruscas que possam provocar impactos negativos na economia do país.
Barrel ultrapassa US$ 100
No início da semana, o barril de petróleo superou US$ 100, refletindo a tensão no Golfo Pérsico. Horas depois, o valor recuou para US$ 89,06, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o conflito estaria “praticamente concluído”.
Defasagem nas refinarias
Conforme levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença entre os preços praticados pela Petrobras e a cotação internacional alcançou 85% no diesel e 45% na gasolina desde o início das hostilidades em 28 de fevereiro.
Cenários em estudo
Na semana anterior, Chambriard já havia dito que a petroleira se prepara para qualquer patamar de preço do barril. “Vemos analistas projetando de US$ 53 a US$ 120 em 2027; esse é o tamanho da volatilidade. O importante é que a Petrobras esteja pronta para enfrentar qualquer um desses cenários”, concluiu.
Com informações de Gazeta do Povo