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Advogado próximo a Lula pede fim de investigação sobre Lulinha após vazamento de dados

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Brasília, 9 mar. 2026 – O advogado Marco Aurélio de Carvalho, amigo da família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta segunda-feira (9) o arquivamento das investigações que miram Fábio Luís da Silva, o Lulinha. Para o jurista, a divulgação de dados bancários e fiscais do filho do presidente, obtidos pela CPMI do INSS e vazados à imprensa, demonstrou a inexistência de elementos que justifiquem a continuidade do inquérito.

“Realmente não há fatos que possam sustentar o prosseguimento das investigações”, declarou Carvalho em mensagem enviada à Gazeta do Povo.

Movimentações milionárias sob análise

Os documentos da quebra de sigilo revelaram movimentações financeiras de alto valor atribuídas a Lulinha. Os parlamentares apuram possível ligação do empresário com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais investigados no esquema de fraudes ao instituto.

Pedido de prisão preventiva

Na mesma sessão, membros da oposição na CPMI solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a decretação da prisão preventiva de Lulinha, alegando risco de fuga. O advogado Jeffrey Chiquini, que também defende Filipe Martins no STF, protocolou o pedido junto ao ministro André Mendonça.

Em entrevista concedida no início de fevereiro, o presidente Lula afirmou ter cobrado explicações do filho e declarou que Lulinha “terá de pagar” caso alguma irregularidade seja comprovada.

Críticas ao vazamento

O Grupo Prerrogativas, composto por advogados e professores de direito e coordenado por Carvalho, divulgou nota classificando os vazamentos do caso Master e da CPI do INSS como “infames” e comparando-os às divulgações ocorridas durante a Operação Lava Jato. O texto, datado de 6 de março, condena a “espetacularização” das investigações e defende o respeito às garantias constitucionais dos investigados.

O grupo reafirmou a importância de preservar o sigilo das provas e de evitar “a antecipação de culpabilização” dos envolvidos.

Até o momento, o STF não se pronunciou sobre o pedido de prisão preventiva, e a CPMI do INSS segue analisando os documentos obtidos.

Com informações de Gazeta do Povo