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Mensagens apagadas entre Moraes e banqueiro põem ministro sob pressão

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes passou a ser cobrado por explicações sobre conversas de WhatsApp com o banqueiro Daniel Vorcaro que teriam sido configuradas para desaparecer após a leitura. A prática contrasta com a postura adotada pelo magistrado em investigações recentes, nas quais defendeu rigor contra a destruição de mensagens em redes sociais.

Comparação com caso de manifestante de 8 de janeiro

A nova controvérsia remete ao processo da cabeleireira Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, detida e condenada por pichar a frase “Perdeu, Mané” na estátua da Justiça durante os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Na sentença, Moraes apontou que Débora teria apagado conteúdos do celular, interpretação que pesou contra ela. Laudo policial, entretanto, indicou apenas ausência de registros por quase dois meses no aparelho, sem concluir pela exclusão de mensagens ligadas aos protestos.

Troca de mensagens no dia da prisão do banqueiro

Documentos revelam que, em 21 de novembro de 2025, data da primeira prisão de Vorcaro, houve intensa troca de mensagens entre o banqueiro e o ministro. Nos diálogos, Vorcaro perguntava repetidamente: “Conseguiu bloquear?” e “Alguma novidade?”, demonstrando urgência em relação a uma medida não detalhada.

Relações sob escrutínio

O contato frequente reacendeu questionamentos sobre a ligação entre Moraes e o dono do Banco Master. Em 2024, a instituição financeira assinou contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia da esposa do ministro, fato citado por adversários políticos como possível indício de conflito de interesses.

Cobrança por investigação

Parlamentares da oposição afirmam que pretendem acionar o Senado para analisar eventual pedido de impeachment contra Moraes, caso sejam confirmados indícios de tráfico de influência ou corrupção. Até o momento, não há decisão formal sobre abertura de processo.

O STF e os representantes de Daniel Vorcaro não se manifestaram publicamente sobre o conteúdo das conversas ou sobre a configuração de apagamento automático das mensagens.

Com informações de Gazeta do Povo