O Irã enfrenta uma grave crise política desde o último sábado (29) — quando o aiatolá Ali Khamenei morreu em um ataque atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel. Sem seu líder supremo, Teerã vive bombardeios, disputa interna e a busca por um sucessor capaz de manter o regime em funcionamento.
Figura dominante
À frente das articulações está Ali Larijani, ex-negociador nuclear e atual chefe do Conselho de Segurança Nacional. Embora não seja clérigo — condição exigida pela lei iraniana para ocupar o cargo máximo do país — Larijani tornou-se o político mais influente no momento, conduzindo decisões de bastidor e adotando discurso duro contra o presidente norte-americano Donald Trump.
Comando provisório
Até que um novo líder supremo seja eleito, o poder formal está nas mãos de um triunvirato composto pelo presidente em exercício, pelo chefe do Judiciário e por um jurista indicado pelo Conselho dos Guardiães. A tarefa do trio é administrar o Estado enquanto quase 50 autoridades civis e militares, mortas nos últimos dias, ainda não são substituídas.
Nomes cotados para a sucessão
Entre os candidatos mencionados nos corredores de Teerã estão:
- Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i – atual chefe do Judiciário;
- Ali Asghar Hejazi – ex-chefe de gabinete do falecido aiatolá;
- Mojtaba Khamenei – filho de Ali Khamenei.
Mojtaba enfrenta forte resistência externa: Donald Trump classificou a escolha do herdeiro como “inaceitável” por representar a continuidade da linha ideológica do pai.
Pressão dos Estados Unidos
O presidente norte-americano declarou querer participar do processo sucessório, comparando o caso iraniano à transição que apoia na Venezuela. Trump disse preferir um candidato “popular” que resida no país a figuras no exílio, como o príncipe Reza Pahlavi, e vetou publicamente qualquer nome que mantenha a política de Khamenei.
Risco de colapso?
Analistas avaliam que, apesar do vácuo de poder, o aparato estatal iraniano continua sustentado por instituições sólidas e pela Guarda Revolucionária. Para demonstrar força e conter protestos, o governo interino intensificou ações militares contra minorias, entre elas grupos curdos.
Por ora, o Irã segue sem líder supremo definitivo, com Larijani no centro das decisões e a lista de sucessores dividindo paixões dentro e fora do país.
Com informações de Gazeta do Povo