Roma, 5 de março de 2026 – O governo italiano determinou o envio de navios militares ao Mediterrâneo Oriental a fim de reforçar a defesa de Chipre, em reação à escalada de ataques iranianos na região. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5) pelo ministro da Defesa, Guido Crosetto.
De acordo com o ministro, a operação será conduzida em conjunto com Espanha, França e Holanda. As embarcações devem zarpar nos próximos dias com a missão de impedir novos ataques atribuídos a Teerã, que recentemente lançou drones contra alvos no entorno da ilha, incluindo uma base britânica no sul cipriota.
Coordenação europeia
O deslocamento naval ocorre enquanto várias capitais europeias manifestam desconforto quanto à ofensiva conduzida pelos Estados Unidos e Israel contra o regime iraniano. Ainda assim, Londres, Paris, Madri e Atenas já deslocaram fragatas, destróieres e caças para o Mediterrâneo Oriental e para o Golfo Pérsico, cenário de outras ações de retaliação do Irã.
Posicionamento de Meloni
A primeira-ministra Giorgia Meloni reiterou que a Itália não participa de operações ofensivas norte-americanas. Segundo ela, as bases dos EUA em território italiano seguem acordos bilaterais em vigor e não estão sendo empregadas em bombardeios contra alvos iranianos. “Não estamos em guerra e não queremos ir para a guerra”, ressaltou.
Defesa antiaérea em estudo
Além dos navios, Roma avalia enviar sistemas de defesa aérea, antimísseis e antidrones para apoiar países aliados no Golfo que também enfrentaram ataques de Teerã.
A movimentação italiana amplia o esforço europeu de proteção de rotas estratégicas e de territórios aliados diante do acirramento do conflito no Oriente Médio.
Com informações de Gazeta do Povo