Pequim, 4 de março de 2026 – O governo da China despachou um representante especial ao Oriente Médio para atuar como mediador na crescente tensão militar que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4) pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, durante conversa telefônica com o chanceler saudita, Faisal bin Farhan.
De acordo com nota divulgada pela chancelaria chinesa, Wang afirmou que “Pequim não deseja ver a expansão da guerra na região” e apelou pela retomada imediata de negociações. “A China insta veementemente todas as partes a cessarem as operações militares, retomarem o diálogo e evitarem uma maior escalada das tensões”, afirmou o ministro.
O chefe da diplomacia chinesa classificou como inaceitável o uso da força quando há risco para civis ou para alvos sem natureza militar, destacando a necessidade de evitar ataques a infraestruturas não militares.
Sauditas e Emirados no radar
Wang elogiou a postura da Arábia Saudita, definindo-a como moderada e comprometida com soluções pacíficas. Ele recordou que a reaproximação diplomática entre Riad e Teerã, mediada por Pequim em 2023, deve ser preservada como exemplo de reconciliação regional.
Além do diálogo com o chanceler saudita, o ministro chinês manteve contato telefônico com o titular das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed. Na conversa, reforçou que a proteção de civis é “linha vermelha” e que instalações energéticas, econômicas ou de subsistência não podem ser alvo de ataques.
Com o envio do emissário, Pequim busca se posicionar como voz de negociação e tentar conter a atual escalada entre Washington, Tel Aviv e Teerã.
Com informações de Gazeta do Povo