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Câmara leva PEC da Segurança ao plenário e deixa debate sobre maioridade penal para texto separado

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Brasília – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou para votação em plenário nesta quarta-feira (4) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, retirando do texto o dispositivo que previa um referendo em 2028 sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

Segundo Motta, a exclusão do tema busca concentrar a discussão na reestruturação do sistema de segurança e evitar que o impasse sobre a maioridade penal inviabilize o avanço da proposta. “Chegamos ao momento em que o plenário precisa deliberar sobre essa matéria importante para o país”, declarou o parlamentar após reunião com líderes partidários.

Tramitação acelerada

A PEC já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e por uma comissão especial, onde foi discutida com especialistas, governadores, integrantes do governo federal e representantes das forças de segurança. O parecer final, no entanto, não chegou a ser votado no colegiado e seguirá direto ao plenário por decisão da presidência da Casa, medida permitida pelo regimento.

Por se tratar de emenda constitucional, o texto exige 308 votos favoráveis em dois turnos. Caso seja aprovado, segue para análise do Senado.

Nova PEC tratará da maioridade penal

O debate sobre a redução da maioridade penal ficará em uma PEC paralela, que já tramita na CCJ. Motta comprometeu-se a instalar comissão especial exclusiva, a ser presidida por Aloysio Mendes (Republicanos-MA) e relatada novamente por Mendonça Filho (União-PE).

Pontos centrais do relatório

Relator da PEC da Segurança, Mendonça Filho afirmou que o texto “fortalece o enfrentamento às facções criminosas” e redesenha a estrutura de combate ao crime organizado. Entre as principais mudanças, ele destacou:

  • Reforço constitucional às Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs);
  • Ampliação das competências da Polícia Federal, inclusive na área ambiental;
  • Extensão da atuação da Polícia Rodoviária Federal para ferrovias e hidrovias;
  • Inclusão de dispositivo no artigo 5º da Constituição para valorizar e proteger vítimas de violência.

O deputado ressaltou que manter a redução da maioridade penal no mesmo texto poderia prejudicar a tramitação no Senado. “Em vez de discutirmos a estrutura da segurança pública, ficaríamos focados apenas na maioridade penal”, argumentou.

A votação da PEC da Segurança está prevista para a sessão plenária desta quarta-feira.

Com informações de Gazeta do Povo